O nervoso miudinho
Porque a droga nunca fez mal a ninguém.
Eu sei que já havia para aí gente a dizer que não me apetecia era escrever e não sei que mais. É mentira, apetecia-me. Não me apetecia era publicar. Mas hoje, vá lá, acordei bem disposto.
«Pauleta não concluiu o treino de ontem do Paris Saint-Germain. O atacante português teve de ser suturado no sobrolho direito com dois pontos, depois de um choque acidental com um obstáculo quando realizava um "slalom". »
Guitarrista, embrulhado num trapo, à beira do Tejo, pega num pastel de nata com uma velinha e canta:
Há quem se queixe "ai, que o Guitarrista não escreve". A Helena, por exemplo, que, nos intervalos dos afazeres domésticos, me manda sms a dizer "epa, o gitarista, já xcrvias qlquer coixa, n?!?!?! LOL". Mas há mais. Não vou agora dizer nomes, mas o fpm também se tem pronunciado com alguma frequência (um dia eu desbloqueio os comentários, dou a minha palavra...). Ou seja, os leitores agitam-se porque não escrevo - aliás, mesmo na caixa de comentários, são várias as manifestações de repúdio pela minha generosidade para com facciosos de outras cores, a quem cedo o espaço bloguístico e o corrector ortográfico para darem azo aos seus devaneios, na esperança - vã? - de ver nessas prosas, um dia, qualquer pingo de razão e bom senso. Os resultados tardam, mas não desisto - aproveito para deixar aqui uma mensagem: o sr. Vinhas, distinto fundamentalista do folcuporto e defensor activo e reactivo da perna do Anderson, tem participado com regularidade com textos seus neste espaço; embora goze do nosso respeito, simpatia e gratidão, não goza de exclusividade no assunto; quero com isto dizer que qualquer participação pode ser submetida à participação dos avaliadores (eu e a Helena) que decidiremos sobre a sua publicação ou não (N.R.: escusam de perder tempos os fãs da Turminha - o Vinhas tem publicado com apenas 50% dos votos a favor e dando aplicação à lei da vantagem para a equipa que ataca; mas, no vosso caso, duvido que tivessem a favor um voto que fosse). Fica o convite.
O clássico já lá vai e ontem jogou-se na Europa... desconfio que tenho alguma coisa para dizer. Comecemos pelo jogo do Dragão. Foi daquelas noites difíceis. Quando terminou o desafio, não sabia se havia de estar contente ou deprimido. Para combater a indecisão, recorri à chamada "mini". Normalmente, resulta. Hora e meia depois, tinha a certeza de estar contente.